
Somos Assim
Folk andino, quena flute, deep charango, tribal percussion, baritone male vocals, choir backings, spirituals, building intensity, solemn, introspective, quena, quijada, subtle strings

Somos Assim
Folk andino, quena flute, deep charango, tribal percussion, baritone male vocals, choir backings, spirituals, building intensity, solemn, introspective, quena, quijada, subtle strings
Lyrics
Intro
Verse 1
Nós é que somos o juiz que não teme o altar
Que fecha a cortina pra não ver o pranto
A viúva está sempre lá fora a nos interpelar
E nós no nosso trono, cobertos de encanto
Só cumprimos a obrigação se o grito nos cansa...
Onde no nosso peito morreu a esperança?
Verse 2
Nós somos o amigo de porta trancada
Que nega o socorro no breu da jornada
O irmão pede o pão, pedimos o sossego
Presos no sono, na má vontade, no apego
Só abrimos o ferrolho se a mão for pesada...
Nossa caridade é uma estrada fechada.
Pre-Chorus
O espelho não mente que é o ego o algoz,
O vilão do texto... por fim, somos nós.
Chorus
Nós somos o avesso da luz que recebemos!
O perdão que negamos, o amor que retivemos
No tribunal do peito, nós nos vencemos
Na graça que morre conforme sobrevivemos
Só buscamos a clemência ao ver o contrato...
Se a morte nos espreita, mudamos no ato!
Verse 3
O mordomo que o tempo dele gastou
Que viu o despejo e o medo sentiu
Não foi por boa vontade que ele perdoou
Mas porque o abismo na frente se abriu
Só soltamos as algemas se o laço nos aperta...
Por que nossa alma só acorda sendo desperta?
Bridge
Perdoamos por cálculo.
Amamos no susto.
Damos o pão para que não nos batam à porta.
Onde está o amor que só espera o fim do contrato?
Onde está o Cristo que habita... no outro?
Guitar/Quena Solo
Chorus
Nós somos o avesso da luz que recebemos!
O perdão que negamos, o amor que retivemos
No tribunal do peito, nós nos vencemos
Na graça que morre conforme sobrevivemos
Só buscamos a clemência ao ver o contrato...
Se a morte nos espreita, mudamos no ato!
Outro
A viúva ainda bate...
O amigo ainda chama...
O contrato ainda vence...
E nós?
Ainda somos... o juiz a julgar o outro.
End
