
Brutalidade Estética
Djent, Heavy-Djent, MPB, Música Popular Brasileira, Latina, Percussion Drums, Brasileiro, Metal, Piano, Urban [IS_MAX_MODE: MAX] (Max) [QUALITY: MAX] (Max) [REALISM: MAX] (Max) [REAL_INSTRUMENTS: MAX] (Max) [DYNAMICS: WIDE] (Wide)

Brutalidade Estética
Djent, Heavy-Djent, MPB, Música Popular Brasileira, Latina, Percussion Drums, Brasileiro, Metal, Piano, Urban [IS_MAX_MODE: MAX] (Max) [QUALITY: MAX] (Max) [REALISM: MAX] (Max) [REAL_INSTRUMENTS: MAX] (Max) [DYNAMICS: WIDE] (Wide)
Lyrics
Nossas cidades... bem... são aberrantes. O que vemos hoje é o triunfo do "Reino da Quantidade" sobre a Qualidade, o sinal de tempos já profetizados. A arquitetura brutalista, com seus blocos de concreto frio e ângulos retos impessoais, é uma junção de escolha "estética" e cárcere mental. A arte molda a mente, e o brutalismo impede o desenvolvimento de qualquer complexidade interna. Onde não há ornamento, onde não há o belo, a mente simplifica-se até a mediocridade.
As imagens do Rio antigo nos revelam uma beleza que o crescimento desordenado devorou. Sim, havia menos pessoas, mas havia uma intenção de esplendor. Hoje, somos empilhados em caixas de sapato, cercados por pichação e abandono, vivendo na "arquitetura da desolação".
Our cities... well... they have become aberrant. What we witness today is the triumph of the "Reign of Quantity" over Quality — the sign of times already prophesied. Brutalist architecture, with its cold concrete blocks and impersonal right angles, far from being a merely aesthetic choice, is a mental prison. Art shapes the mind, and brutalism hinders the development of any internal complexity. Where there is no ornament, where there is no beauty, the mind simplifies itself into mediocrity.
Images of old Rio reveal a beauty that disordered growth has devoured. Yes, there were fewer people, but there was an intention of splendor. Today, we are stacked in shoeboxes, surrounded by graffiti and neglect, living in the "Architecture of Desolation."
🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢🏢
Caminho entre gigantes de uma outra era
Abandonados, assim como se espera...
Degraus que guardaram um saber ancestral
Jazem imundos, tudo parte do caos
O sol já não chega aqui
Muralhas de concreto que insistem em impedir
O horizonte já foi loteado
Caixas de sapato com humanos empilhados
Cidades medonhas, moldadas pelo tédio
A feiura devora e não há remédio!
Brutalidade estética!
Em uma vida sem sabor
A glória se foi, enterrado o esplendor!
Sua mente definha entre blocos cinzentos
Vidro e metal roubam o sopro do vento
Brutalidade estética!
E o que restou?
Um mundo sem...
Gentileza, meu amor!
Da Zona Sul até Oeste e Norte
Um labirinto de sujeira e má sorte.
Sem adorno... Sem intenção
Um cenário de total desolação!
Descartável, barato, erguido ao relento
Uma prisão pra alma, um monumento ao tormento.
Sua vista se perde entre ângulos retos
Pichação e sujeira entre tons abjetos!
Cidades medonhas, "mas muito bem planejadas"...
A sua opinião, com sucesso ignorada!
Brutalidade estética!
Em uma vida sem sabor
A glória se foi, enterrado o esplendor!
A mente definha entre blocos cinzentos
Vidro e metal roubam o sopro do vento
Brutalidade estética!
E o que restou?
Um mundo sem...
Gentileza, meu amor!
O olhar acostumado à mediocridade
O espírito apagado de uma ex-cidade
Somos o entulho, o resto, o gasto.
O gado ruminante que sustenta esse pasto
Acredite!
A arquitetura moldou sua ignorância
Enterrando a beleza, matando a elegância!
(Mas não foi só isso, não!)
Brutalidade estética!
Em uma vida sem sabor
A glória se foi, enterrado o esplendor!
A mente definha entre blocos cinzentos
Vidro e metal roubam o sopro do vento
Brutalidade estética!
E o que restou?
Um mundo sem...
Gentileza, meu amor!
Ohhh, sem gentileza, meu amor!
