
Não me mude
Experimental, RADIO STATIC, Acoustic driven 90’s alternative rock grunge ballad, acoustic guitar, guitar solos, ethereal, sweet, female singer with hoarse voice, rock,alternative, emotional, amplified voice, distorted loudspeaker voice, texture of rain noise, atmospheric trip hop, electronic, indie rock,
CarNY·5:39

5:39
Não me mude
Experimental, RADIO STATIC, Acoustic driven 90’s alternative rock grunge ballad, acoustic guitar, guitar solos, ethereal, sweet, female singer with hoarse voice, rock,alternative, emotional, amplified voice, distorted loudspeaker voice, texture of rain noise, atmospheric trip hop, electronic, indie rock,
Creator: CarNYRelease Date: April 21, 2026
Lyrics
Eu confundo tudo.
Meu remorso sempre chega tarde,
meus limites, cedo.
Acreditava que era medo,
e você me deu um conselho tão generoso.
Mas o talento para o egoísmo
era tão vantajoso.
Eu tinha apetite
e culpei o reino de dor
que você construiu como um museu.
E as ruínas que a gente viu
têm consequências.
Eu sempre ando nas exceções,
e a minha fome não te perdoou.
Agora você me mostrou a pureza,
que eu nunca experimentei
em meus lábios.
Condenei os privilégios
e era sábio carregar virtude.
Você disse: não me mude.
Mas eu queria estar
em qualquer lugar.
Livres, vivos,
me sentei na sua porta
e a gravidade me encarou.
Será que foi hipocrisia
a postura que eu exigia?
Você me chamava de complicação.
Eu achava que devia haver
mais educação,
mas eram pecados
os acordos privados
de manter a amizade.
A verdade sempre chega tarde.
O privilégio da primeira classe,
o karma não paga.
E a verdade é que um sermão
é mais caro
do que voltar ao passado.
E quando a gente pode tudo,
nada tem valor.
O amor é tão descuidado.
As regras causam alergia,
e a bondade vem como um recibo,
esquecido pela lealdade,
serviço que não parecia
tão impossível.
Mas nós sempre estivemos
lado a lado
em quartos de omissões.
Depois, exaustos,
num palácio de histórias esquecidas,
encontrando com a ética na saída,
a olhar no espelho do corredor.
Será que você ainda sente dor
agora que não está mais sozinho?
Agora que não está mais sozinho.
Meu remorso sempre chega tarde,
meus limites, cedo.
Acreditava que era medo,
e você me deu um conselho tão generoso.
Mas o talento para o egoísmo
era tão vantajoso.
Eu tinha apetite
e culpei o reino de dor
que você construiu como um museu.
E as ruínas que a gente viu
têm consequências.
Eu sempre ando nas exceções,
e a minha fome não te perdoou.
Agora você me mostrou a pureza,
que eu nunca experimentei
em meus lábios.
Condenei os privilégios
e era sábio carregar virtude.
Você disse: não me mude.
Mas eu queria estar
em qualquer lugar.
Livres, vivos,
me sentei na sua porta
e a gravidade me encarou.
Será que foi hipocrisia
a postura que eu exigia?
Você me chamava de complicação.
Eu achava que devia haver
mais educação,
mas eram pecados
os acordos privados
de manter a amizade.
A verdade sempre chega tarde.
O privilégio da primeira classe,
o karma não paga.
E a verdade é que um sermão
é mais caro
do que voltar ao passado.
E quando a gente pode tudo,
nada tem valor.
O amor é tão descuidado.
As regras causam alergia,
e a bondade vem como um recibo,
esquecido pela lealdade,
serviço que não parecia
tão impossível.
Mas nós sempre estivemos
lado a lado
em quartos de omissões.
Depois, exaustos,
num palácio de histórias esquecidas,
encontrando com a ética na saída,
a olhar no espelho do corredor.
Será que você ainda sente dor
agora que não está mais sozinho?
Agora que não está mais sozinho.
