
Varanda agridoce
Lofi hip hop, boom bap, classic beat, relax
Jonas Cardoso·3:51

3:51
Varanda agridoce
Lofi hip hop, boom bap, classic beat, relax
Creator: Jonas CardosoRelease Date: April 23, 2026
Lyrics
O quanto de alegria existe na dor?
Olhando em retrocesso por onde caminhou, as dores são só retalhos do espetáculo
O quanto de paz existe no caos?
Quando a epifania sobrepõe a angústia, a visão se amplia e a clareza se apresenta
Mar da apofenia dando vida a aspectos apócrifos ao ser
O quanto de dúvida há na certeza? Hein?
Quando se enxerga o mundo pela fresta, uma casca de fragilidade se cria frente ao real
Espiral de ilusão é interno, mas não eterno, lute!
O quanto de barulho existe no silêncio?
Não falo das noites, dos tragos, dos gritos, do desespero e da faca, mas desse buraco negro no centro do estômago!
O quanto de ódio existe no amor?
Quando aquilo que se projeta no outro não condiz
Ou quando você viveu por eles e esqueceu de si, hein?
O quanto do que se realiza é capaz de te fazer continuar?
Quando os dias parecem ser os mesmos e você é apenas uma sombra opaca do que já foi um dia
Não espere mais aplausos, a vida começa agora
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
Trocando ideia com o meu cigarro percebo o quanto eu envelheci
Desses anos alheio a mim mesmo, mas com gratidão de quem adquiriu sabedoria por osmose
Daquele velho sermão, de um homem comum, ainda que eu diga isso sem nenhuma pretensão
Me sinto julgado por mim, por você, seja lá por quem assista a essa simulação
Vivemos em cápsulas de personas criadas, moldadas, editadas e maquiadas pra chamar atenção
Tudo certo, é a evolução da civilização, eles disseram
A si mesmo um estranho e da própria alma um órfão
Ainda que eu enxergasse anos a frente, não veria nada diferente, é difícil
Não sei se havia ingenuidade em mim, mas algo levou meu brilho
Difícil prever o daqui pra frente como estou
Andarilho, maltrapilho, inquilino da estagnação
Não me preocupo como soa, apenas miro, engatilho e PLOW!
Controlar a si mesmo é um exercício de semiótica
Quando se percebe o meio, as chances, as tréguas, as brechas e as grades
Você nunca é mais o mesmo
Produtividade robótica, afeto sintético, expressão artística sufocada, ganância frenética
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
Vou em órbita e aterrisso na sonda
Nadando nesse mar de frustrações eu não me perco
Ainda que meus olhos não escondam
Sei que isso aqui vem de berço
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
Olhando em retrocesso por onde caminhou, as dores são só retalhos do espetáculo
O quanto de paz existe no caos?
Quando a epifania sobrepõe a angústia, a visão se amplia e a clareza se apresenta
Mar da apofenia dando vida a aspectos apócrifos ao ser
O quanto de dúvida há na certeza? Hein?
Quando se enxerga o mundo pela fresta, uma casca de fragilidade se cria frente ao real
Espiral de ilusão é interno, mas não eterno, lute!
O quanto de barulho existe no silêncio?
Não falo das noites, dos tragos, dos gritos, do desespero e da faca, mas desse buraco negro no centro do estômago!
O quanto de ódio existe no amor?
Quando aquilo que se projeta no outro não condiz
Ou quando você viveu por eles e esqueceu de si, hein?
O quanto do que se realiza é capaz de te fazer continuar?
Quando os dias parecem ser os mesmos e você é apenas uma sombra opaca do que já foi um dia
Não espere mais aplausos, a vida começa agora
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
Trocando ideia com o meu cigarro percebo o quanto eu envelheci
Desses anos alheio a mim mesmo, mas com gratidão de quem adquiriu sabedoria por osmose
Daquele velho sermão, de um homem comum, ainda que eu diga isso sem nenhuma pretensão
Me sinto julgado por mim, por você, seja lá por quem assista a essa simulação
Vivemos em cápsulas de personas criadas, moldadas, editadas e maquiadas pra chamar atenção
Tudo certo, é a evolução da civilização, eles disseram
A si mesmo um estranho e da própria alma um órfão
Ainda que eu enxergasse anos a frente, não veria nada diferente, é difícil
Não sei se havia ingenuidade em mim, mas algo levou meu brilho
Difícil prever o daqui pra frente como estou
Andarilho, maltrapilho, inquilino da estagnação
Não me preocupo como soa, apenas miro, engatilho e PLOW!
Controlar a si mesmo é um exercício de semiótica
Quando se percebe o meio, as chances, as tréguas, as brechas e as grades
Você nunca é mais o mesmo
Produtividade robótica, afeto sintético, expressão artística sufocada, ganância frenética
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
Vou em órbita e aterrisso na sonda
Nadando nesse mar de frustrações eu não me perco
Ainda que meus olhos não escondam
Sei que isso aqui vem de berço
Saia na varanda, sinta o ar
Bem-vindo ao espetáculo singular
Dessa dança cósmica
Inspire, expire
Se dissolva no ar
