
Recordações de Capone
jazz, Swinging 50s New York jazz, upbeat big-city swagger. Bright piano comping with walking upright bass, tight ride cymbal swing, and playful trumpet fills. Male vocals, raspy crooner tone with smoky phrasing; verses stay intimate and conversational, choruses open with brassy hits and call‑and‑response backing harmonies. Energy builds each chorus, ending on a cheeky, staccato band punch.

Recordações de Capone
jazz, Swinging 50s New York jazz, upbeat big-city swagger. Bright piano comping with walking upright bass, tight ride cymbal swing, and playful trumpet fills. Male vocals, raspy crooner tone with smoky phrasing; verses stay intimate and conversational, choruses open with brassy hits and call‑and‑response backing harmonies. Energy builds each chorus, ending on a cheeky, staccato band punch.
Lyrics
Intro
leve, só piano e voz
Garoto, chega mais perto
deixa eu te contar
de um tempo meio torto
que eu vivi por lá
Verse 1
Era Nova Iorque, noite virada
fumaça no teto, alma exagerada
risada solta, terno amassado
sapato brilhando, bolso estourado
Na porta do bar, sinal discreto
um toque, dois toques, segredo completo
eu era só mais um perdido no salão
mas o dono da festa... ah, que figura, rapaz
Chorus
Eu fui amigo do Capone, meu filho (é, pode acreditar)
dividi charuto e perigo, num beco qualquer
ri na cara da lei, jogando dado na mesa
ganhei dinheiro e perdi certeza (toda certeza)
Eu fui amigo do Capone, meu filho (olha que louco que eu fui)
dançando com o risco, de gravata e gel
na era da bebida escondida no fundo da cozinha
a noite era minha, a noite era cruel
Verse 2
Tinha jazz na esquina, trompete vaidoso
piano correndo, destino fogoso
garçom cochichando, relógio parado
ninguém ia embora, todo mundo jurado
Capone chegava, sala silenciava
um gesto da mão, a orquestra voava
ele nem sorria, mas pagava a canção
e eu cantava alto, vendendo ilusão
Chorus
Eu fui amigo do Capone, meu filho (é, teu velho aprontou)
brindei com gente que sumia no ar
vi pacto fechado num aperto de mão
e padre jogando ficha pra se aliviar
Eu fui amigo do Capone, meu filho (coisa que eu não me orgulho)
mas que tempo danado de bom pra viver
cada copo proibido parecia vitória
cada riso roubado valia por três
Bridge
Hoje eu tossindo nesse sofá gasto (cof, cof)
contando história que o mundo esqueceu
mas quando essa banda começa a bater
eu volto pra lá, e lá fico eu
Vejo o chapéu, vejo a mesa de feltro
o brilho do gelo caindo no chão
e ouço uma voz lá do fundo do bar:
“Canta pra mim, rapaz do pulmão”
Chorus
Eu fui amigo do Capone, meu filho (ouve bem essa lição)
teve festa demais, pouca direção
se a sorte te beija, desconfia também
que a conta mais alta sempre vem
Eu fui amigo do Capone, meu filho
hoje eu prefiro teu riso ao milhão
deixa o passado guardado em fumaça
e dança comigo nessa recordação (dança comigo)
e dança comigo nessa recordação
