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Tulipas

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O Elo das Fábulas ·4:10

Lyrics

Verso 1

Sirene rasga o silêncio da estrada

A noite assina sentenças sem fala

Vidro, metal, promessas no chão

O acaso escreve leis sem perdão

Datas gravadas na pele do tempo

Culpas que respiram sem arrependimento

Enquanto risos seguem vivos no bar

A memória aprende a nunca passar

Pré-Refrão

Entre arquivos, ruídos e contradição

O passado insiste em pedir revisão

Quando a lógica falha em sustentar

O inexplicável começa a andar

Refrão

Quando a razão não sabe explicar

E o bom senso decide recuar

Há verdades que não pedem permissão

E sombras que quebram qualquer noção

Quando a lógica aprende a sangrar

E o impossível resolve ficar

Nem todo medo vem pra ferir

Alguns só querem existir

Verso 2

O lugar observa, imóvel e atento

Paredes guardam restos de tempo

Há passos onde ninguém passou

E vozes presas no que não cessou

Símbolos surgem fora do lugar

O real começa a se deformar

Não é delírio, nem crença em vão

É o limite frágil da explicação

Pré-Refrão

Entre sinais que ninguém quis ler

E histórias deixadas pra apodrecer

O que foi esquecido retorna assim

Sem pedir licença pra ter fim

Refrão

Quando a razão não sabe explicar

E o bom senso decide recuar

Há verdades que não pedem permissão

E sombras que quebram qualquer noção

Quando a lógica aprende a sangrar

E o impossível resolve ficar

Nem todo medo vem pra ferir

Alguns só querem existir

Ponte

Reflexos mostram o que não está

Mãos atravessam o que não há

Talvez o caos seja só um grito

De tudo que foi maldito ao ser omitido

Entre o luto e a investigação

Nasce um pacto sem salvação

Seguir em frente, mesmo sem luz

É o preço de encarar o que conduz

Refrão – Final

Quando a razão não sabe explicar

E o bom senso decide recuar

Há verdades que não pedem permissão

E sombras que quebram qualquer noção

Quando a lógica aprende a sangrar

E o impossível resolve ficar

Nem todo medo vem pra ferir

Alguns só querem existir

Outro

O dia surge sem prometer perdão

Nem tudo se fecha, nem tudo tem razão

Mas no fim do horror e da visão

O silêncio responde… sem solução.

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