
O Farol da Loucura
Sea chant, horrorcore, glam rock, male vocal, rock opera, symphonic metal, theatrical horror, glockenspiel, steampunk, português brasileiro

O Farol da Loucura
Sea chant, horrorcore, glam rock, male vocal, rock opera, symphonic metal, theatrical horror, glockenspiel, steampunk, português brasileiro
Lyrics
No one truly keeps the lighthouse.
The lighthouse keeps them.
Lore text at the end...
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"Diário do Capitão Jonah"
"Já faz anos desde o "acidente"...
"Aquela bala de canhão me pegou em cheio"
"Sabe, a vida não tem sido fácil pra um velho sem perna..."
"E o rum, não se paga sozinho..."
"Foi quando encontrei aquele homem estranho, no bar"
"Pálido e esguio, com nariz aquilino..."
"Me fez uma oferta que eu não poderia negar..."
As ondas batiam, naquela praia perdida..
Parecia que eu havia achado uma saída
Um velho farol, sujo e enferrujado
Parecia há tempos estar abandonado
Aquela luz, brilhante e amarela
Irradiava da sua grande janela.
Eu peguei o emprego, deixei tudo para trás
Para guardar o farol, por um dinheiro a mais
No farol eu teria salário e moradia
Mal eu sabia o que a maré trazia
Quando a lua cheia tomava o céu
Os espíritos dos mortos rasgavam o véu
Navios Fantasmas, batendo à minha porta
Ossos que dançam uma sinfonia morta
Espectros que lamentam a sua danação
E sombras que habitam na escuridão!
O farol da loucura que conduz a perdição
Quando a chama se apaga, então vem a maldição
Vozes ao vento, ecos perdidos
Os que o mar reclamou, agora buscam abrigo
Uma ilha deserta no meio do mar
Ninguém em quilômetros
Para te resgatar!
O farol da loucura, a face do medo
Até as pedras da praia, guardam segredos
Vozes ao vento, ecos perdidos
Os que o mar reclamou, agora buscam abrigo
Uma ilha deserta no meio do mar
Ninguém em quilômetros
Para te resgatar!
Na manhã seguinte, eu saí assustado
Fui explorar a ilha e ver o outro lado
Um pequeno cemitério, lápides e um aviso
"Aqui jaz o faroleiro: que encontre o paraíso"
Meu coração acelerava, então nenhum voltou?
E o barco só volta um mês depois que me deixou
No retorno à torre, em um pequeno armário
Alguns livros, mantimentos e um pequeno rosário
Achei um velho diário que continha um alerta:
"No escuro, os mortos; na luz, loucura desperta"
Fui subindo as escadas, para trocar o combustível
E vi pela janela o que parecia impossível!
O farol da loucura que conduz a perdição
Quando a chama se apaga, então vem a maldição
Vozes ao vento, ecos perdidos
Os que o mar reclamou, agora buscam abrigo
Uma ilha deserta no meio do mar
Ninguém em quilômetros
Para te resgatar!
O farol da loucura, a face do medo
Até as pedras da praia, guardam segredos
Vozes ao vento, ecos perdidos
Os que o mar reclamou, agora buscam abrigo
Uma ilha deserta no meio do mar
Ninguém em quilômetros
Para te resgatar!
O navio fantasma com os seus tripulantes,
Olhos vazios e esqueletos errantes...
No cemitério os mortos dançavam ao luar
No ar os sussurros dos Fantasmas do mar
O tempo em si estava a desvanecer
A loucura e o horror começaram a crescer
Descendo as escadas, me tranquei em um quarto
Estaria eu vivo ou sonhando acordado?
Em uma parede um espelho quebrado
A visão me faria lembrar do outro lado...
Um espírito perdido, que nunca chegou
O barco que me levava em um rochedo afundou...
O farol da loucura, a face do medo
Pois espelhos quebrados, revelam segredos
Vozes ao vento, ecos perdidos
Os que o mar reclamou, agora buscam abrigo
Uma ilha deserta no meio do mar
Uma mente perdida
Outro espírito a vagar...
A luz continua acesa, a tempestade - a cair
Mas eu, nunca cheguei ali...
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Lore:
O Farol da Loucura (The Lighthouse of Madness) is a descent into the ultimate denial.
This is not the tale of a living man guarding the dead, but of a soul tragically lost at sea, fighting to remain within the fragile structure of the living world. Captain Jonah, broken by an "accident," accepts a lonely post—a psychological mechanism created to fill the void of his own demise.
The sea around the isolated tower is not a boundary realm; it is Jonah's personal purgatory. Every spectral ship, every warning sign, and the skeletal dances are merely the relentless reality of his death seeping into his mind.
The madness is the painful process of the subconscious accepting the truth: Jonah is the spirit he swore to guard. The final, shattered mirror reveals the memory he suppressed: his boat went down, and he never made it to shore.
The lighthouse does not guide the lost; it keeps them. It becomes both sanctuary and tomb, where the living are claimed not by the waves below, but by the echoes of all who have drowned before.
