
Máscaras Alheias
MPB Acústico, Jazz

Máscaras Alheias
MPB Acústico, Jazz
Lyrics
Você me olha, mas quem vê não é você,
É o reflexo distorcido do que querem que a gente seja.
Vivemos de cacos, amor,
Mentiras que o tempo apagou.
Seu sorriso é papel, meu abraço, ilusão,
Dois fantasmas presos na mesma prisão.
Quantas noites perdidas no medo de ferir,
Trancando a alma pra o mundo aplaudir…
E se a gente rasgar esse script alheio?
Queimar os dogmas, plantar o nosso enredo?
Se o amor é revolução, vem ser meu grito,
Romper as correntes do que está escrito!
(Oh-oh-oh) Nascer de novo, sem medo de ser,
(Oh-oh-oh) E no caos do mundo, se pertencer.
Seu nome era liberdade, agora é dever,
Minha voz, que era verso, virou parecer.
Amamos por tabela, seguimos um manual,
O “eu te amo” já não soa natural.
Na foto, perfeitos; na alma, só pó,
Dois estranhos fingindo ser quem não são.
Mas ouvi a tempestade no seu pranto:
“De que vale um lar se o teto é falso?”
O amor não é armadura, é raiz no asfalto,
É despir a alma e aceitar o seu salto.
Vem, desenhar novos mapas no corpo do outro,
Esquecer o palco, viver o encontro!
Se a vida é breve demais pra fingir,
Sejamos o vento que derruba o jardim!
Não serei mais a sombra do que esperam de mim,
Nem você, escultura de um deus que não vi.
O amor real? É ter coragem de ser…
Até que o mundo nos engula — ou aprenda a ver.
