Cordas de Silício

  • Raspy
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  • Brazilian accent
  • spoken-sung delivery
Cordas de Silício

Lyrics

**[ Cordas de Silício ]**

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(Verso 1)

Válvula em brasa, fita a ferver,

quatro cantos do tempo a ceder.

Ninguém jurou que o porvir ouviria

luz em sombra, batida sem pele.

(Pré-Refrão)

Entre zero e um, pulsa um coração,

frio de máquina, quente na canção.

(Refrão)

Quem diria que o amanhã viraria

dança em código na palma da mão?

Filhos do café, sem palco, sem hora,

escrevem o grito que o mundo entoou.

A canção já não sai do peito — nasce do chip que vibra.

(Pós-Refrão)

Entre zero e um nasce um coração,

loop de carne em memória viva,

eco do erro que preferiu ficar.

(Verso 2)

Garagem em ruído, três acordes e sal,

fúria gravada no pó do metal.

Hoje a fúria é loop, ciclo sem fim,

compila na madrugada e cai no stream.

(Pré-Refrão 2 — variação)

Entre zero e um, dobra-se o refrão,

frio no estúdio, fogo na mão.

(Refrão 2)

Quem diria que o futuro ouviria

dor em linha de pura luz?

Deuses do café, sem palco, sem hora,

poem o mundo em bit e ruído.

A canção já não sai do peito — nasce do bit que vibra.

(Ponte)

Se o blues é circuito, o rock, sinal,

quem dobra o tempo é quem desenha o coro.

Se a fé foi madeira, o mito, metal,

hoje é silício pingando suor.

(Quebra — meio-tempo)

Sobe o ruído, cai o compasso,

clipe de vida, sample do espaço.

(Refrão Final — lift)

Quem diria que a manhã viraria

corpo que dança ao toque do som?

Sombras de café, sem palco, sem hora,

laçam o caos numa linha de tom.

A canção não pede licença — nasce na placa que vibra.

(Pós-Refrão Final — variação)

Entre zero e um, salvo e refeito:

.wav de abraço, .tmp de adeus.

Replay do que dói, release do que resta.

(Outro)

Passado riscado, futuro em backup,

mesma raiva, outro canal aberto.