
Cordas de Silício
Raspy, drunk prophet voice, Brazilian accent, spoken-sung delivery, ironic smile in tone, 70s rock swagger, gravelly, off-key but soulful, like a street poet telling secrets, whispering and shouting in the same phrase, samba swing under the beat, male vocals, vintage blues-rock, foot-stomp folk, lo-fi barroom feel, slide guitar, harmonica breaks, hand-clap groove

Cordas de Silício
Raspy, drunk prophet voice, Brazilian accent, spoken-sung delivery, ironic smile in tone, 70s rock swagger, gravelly, off-key but soulful, like a street poet telling secrets, whispering and shouting in the same phrase, samba swing under the beat, male vocals, vintage blues-rock, foot-stomp folk, lo-fi barroom feel, slide guitar, harmonica breaks, hand-clap groove
Lyrics
**[ Cordas de Silício ]**
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(Verso 1)
Válvula em brasa, fita a ferver,
quatro cantos do tempo a ceder.
Ninguém jurou que o porvir ouviria
luz em sombra, batida sem pele.
(Pré-Refrão)
Entre zero e um, pulsa um coração,
frio de máquina, quente na canção.
(Refrão)
Quem diria que o amanhã viraria
dança em código na palma da mão?
Filhos do café, sem palco, sem hora,
escrevem o grito que o mundo entoou.
A canção já não sai do peito — nasce do chip que vibra.
(Pós-Refrão)
Entre zero e um nasce um coração,
loop de carne em memória viva,
eco do erro que preferiu ficar.
(Verso 2)
Garagem em ruído, três acordes e sal,
fúria gravada no pó do metal.
Hoje a fúria é loop, ciclo sem fim,
compila na madrugada e cai no stream.
(Pré-Refrão 2 — variação)
Entre zero e um, dobra-se o refrão,
frio no estúdio, fogo na mão.
(Refrão 2)
Quem diria que o futuro ouviria
dor em linha de pura luz?
Deuses do café, sem palco, sem hora,
poem o mundo em bit e ruído.
A canção já não sai do peito — nasce do bit que vibra.
(Ponte)
Se o blues é circuito, o rock, sinal,
quem dobra o tempo é quem desenha o coro.
Se a fé foi madeira, o mito, metal,
hoje é silício pingando suor.
(Quebra — meio-tempo)
Sobe o ruído, cai o compasso,
clipe de vida, sample do espaço.
(Refrão Final — lift)
Quem diria que a manhã viraria
corpo que dança ao toque do som?
Sombras de café, sem palco, sem hora,
laçam o caos numa linha de tom.
A canção não pede licença — nasce na placa que vibra.
(Pós-Refrão Final — variação)
Entre zero e um, salvo e refeito:
.wav de abraço, .tmp de adeus.
Replay do que dói, release do que resta.
(Outro)
Passado riscado, futuro em backup,
mesma raiva, outro canal aberto.
