Ecos da Ausência

  • A dark folk blues and western ballad unfolds with a solo female voice—deep
  • mournful
  • floating above picked acoustic guitar and eerie
  • resonant slide. Sparse percussion and baritone guitar add tension. Reverb-heavy tribal scat chants interlace in ghostly layers
Ecos da Ausência

Lyrics

“Mãe, tenho medo dos raios,

Mãe, tenho medo dos estalos…"

(UUhh~Uhh)

repeats, echoing like distant thunder

[ecotribal dispersion] → “Idabam… Buredebam…

Verso 1

Mãe, os porcos fugiram do celeiro,

esconderam-se entre escombros, inteiros.

Nossa antiga casa já não existe,

Agora somos sombras, que a vida persiste.

[soft echo scat] → “Buderegam… Yoh-debam…”

Verso 2 – oração

De joelhos eu rezo em casa,

Ao Senhor peço que nada me arrasa.

Nenhum mal, nenhuma dor me tocará,

pois em tua luz, minha fé me guardará.

[crescent tribal echo] → “Shoo-rabadam… Bada-ram… Woooh…

Refrão 1

Era pequena quando tudo aconteceu,

olhar de porcelana, o medo reinou.

Roupas na varanda, vento a soprar,

a mulher ao lado saudava o homem a passar.

Vestes negras, noite sem luar,

chapéu gasto, cheiro a ferro no ar.

Olhar devorador, sorriso a fingir,

levou tudo que restava de nosso existir...

[tribal backing vocals] → “Idabam-bam… Idabam-bam… Idabam-bam…”

Verso 3 – favores noturnos, perda e vergonha

A noite levou mãe e filha,

vendidas, servidas, sem trilha.

No espelho não mais se vê,

olhar sagrado só traz fé… e vilipendê.

O silêncio cobra o que foi nosso,

sorriso mudo, destino sem gosto.

Sombras exigem sem pedir voz,

a menina se perde, se perde a nós.”

[low, dragging echo] → “Buredebam… Buderagam… Yooooh…”

Verso 4 – lamento espiritual

“Deus tenha piedade de sua filha,

seus olhos agora são rios, sua porcelana já não brilha.

Não resta nada, roubaram seu chão,

não tenho mais teto, nem voz, nem razão.

Quero vestir o colã de minha mãe,

sentir cevada, lembrar meu bem.

Tudo se foi, nada há guardar,

Somente lembranças, que o tempo vai levar.”

[echo scat in whisper] → “Yoh… de-bam… Idabam…”

Refrão Final – catarse

“Era pequena quando tudo aconteceu,

olhar de porcelana, o medo venceu.

Roupas na varanda, vento a soprar,

a mulher ao lado saudava o Lobo a passar.

Era maior quando a tempestade passou,

nada restou, nem teto, nem chão, nem voz.

Lobos e raposas riam no campo vazio,

levando o último gado, deixando só o frio.”

tribal backing vocals – crescendo until exploding

“Idabam-bam… Buredebam…

Buderegam… Yoh-debam…

Idabam… Idabam…”

Outro – eco ritualístico

“Youdeponder… Idabam… Buredebam… Buderagam…

Shoo-derabam… Yuh-deh-Podhoder …Yuh-deh-Bhan

Shoo-derabam, Boderabam-Shoo-deradam…”