
AMA TEU PRÓXIMO
This track merges roots reggae’s one-drop drumming and deep sub-bass with downtempo electronic textures, Skank-synth chords pulse subtly, underpinned by dub-style delays, Breathy male vocals flow over soft gospel harmonies, while gentle trance pads and filtered arps drift through instrumental breaks

AMA TEU PRÓXIMO
This track merges roots reggae’s one-drop drumming and deep sub-bass with downtempo electronic textures, Skank-synth chords pulse subtly, underpinned by dub-style delays, Breathy male vocals flow over soft gospel harmonies, while gentle trance pads and filtered arps drift through instrumental breaks
Lyrics
(Verse 1)
Na cozinha às duas e pouco, vinil chiando lento,
eu confesso ao teto baixo: tenho fome de cuidado.
Se o mundo é linha do tempo, que esse tempo vire abraço,
onde o pão não seja arma, onde o nome não seja apagado.
Pele na pele do mundo, minha voz quer mais que sorte,
um suspiro entre as ruínas: “que o amor vença a morte”.
(Pre-Chorus)
Se a lei manda esquecer, eu não esqueço, não —
trago nos bolsos pedaços de oração.
Se o medo fecha a mão, eu abro a palma:
que a graça desamarre toda alma.
(Chorus [with soft gospel choir])
Ama teu próximo — agápe, metta, ahimsa — diz o coração.
Shalom, salaam — que a paz seja ação.
Ubuntu — eu sou porque nós somos em canção.
Ama teu próximo — no corpo, na rua, na revolução.
(oh, oh— ama teu próximo)
(Verse 2)
Nos trigais onde faltou pão, ouvi o vento contar segredos,
cartas de abril, passos no gelo, desertos gritando nomes no enredo.
Ilhas de fogo ao sul, vozes cortadas no norte tão frio,
cem dias sem amanhecer no centro da África, um coro vazio.
Salas de aula que feriram, mapas que apagaram aldeias,
mas a memória insiste, feito rio que não aceita represa.
(Pre-Chorus)
Quando a história desumaniza, eu me ajoelho e fico em pé:
fé que abraça, fé que cuida, fé que chama pelo nome que você é.
(Chorus [call-and-response])
Ama teu próximo — agápe, metta, ahimsa — diz o coração. (diz o coração)
Shalom, salaam — que a paz seja ação. (que seja ação)
Ubuntu — eu sou porque nós somos em canção. (nós somos, nós somos)
Ama teu próximo — no corpo, na rua, na revolução.
(Verse 3)
Sino de templo, canto na mesquita, vela acesa na sinagoga,
rezo baixinho no banco da igreja: “que toda vida seja a nossa rota”.
Satyagraha de quem insiste, seva que serve sem plateia,
mantras e salmos na mesma trilha — ternura que atravessa a ideia.
Que o evangelho seja gesto, que a doutrina vire pão,
que qualquer fé que abrace o outro seja o pulso da canção.
(Bridge [organ swells, electric guitar whispers])
Não quero teu perdão barato — quero tua mão.
Quero mesa grande, lugar pra quem ficou no chão.
Quero o beijo santo da justiça no clarão,
e o desejo terno da ternura na nação.
Que cada corpo seja templo protegido,
e cada rua, promessa de abrigo.
(Break [layered, breathy voices])
Nunca mais — diz a pele.
Nunca mais — diz o chão.
Nunca mais — diz a mãe, o velho, a criança, o irmão.
Nunca mais — e que o “nunca” vire agora.
Nunca mais — e que o amor seja a melhora.
(Final Chorus [all])
Ama teu próximo — agápe, metta, ahimsa — diz o coração.
Shalom, salaam — que a paz seja ação.
Ubuntu — eu sou porque nós somos em canção.
Ama teu próximo — no corpo, na rua, na revolução.
Ama teu próximo — que a história em teus braços
desamarre os nós da dor, e venha o pão.
(Outro [whispered, organ dissolves into air])
Respira…
Que a gente aprenda a dizer teu nome, humano —
em todas as línguas do amor.
Amém, axé, assim seja.
