
Sala de Esperar
Portuguese folk rock, Ribatejo corrido, 115 BPM, 4/4 time, G major, percussive acoustic guitar, palm-muted backbeat, body slaps, rapid chord changes, gritty tenor vocals, conversational verses, belted choruses, dry room acoustic, minimal processing, call and response, sparse arrangement, dynamic lift, daybreak longing

Sala de Esperar
Portuguese folk rock, Ribatejo corrido, 115 BPM, 4/4 time, G major, percussive acoustic guitar, palm-muted backbeat, body slaps, rapid chord changes, gritty tenor vocals, conversational verses, belted choruses, dry room acoustic, minimal processing, call and response, sparse arrangement, dynamic lift, daybreak longing
Lyrics
Intro] [guitarra acústica percussiva]
Verso 1
Há quem diga que eu passo os meus dias
A sonhar com um rumo e sem me prender
Com o cabelo ao vento e ideias tardias
Sem pedir licença para acontecer
Verso 2
Há quem viva agarrado ao relógio
A contar cada passo que deu
Mas eu nunca troquei o meu sonho
Pelo medo que não é meu
Pré-Refrão
E se o mundo corre depressa demais
Eu não corro atrás dele, não
Levo o sol nas costas e sigo em paz
Com a terra debaixo da mão
Refrão
Que é a vida? Uma sala de esperar
Ho-oh
E ninguém sabe a hora de chamar
Ho-oh
Por isso eu canto enquanto puder cantar
E abraço o dia antes de ele acabar
Verso 3
Vejo gente a remar contra a maré
Só porque alguém lhes disse que é assim
Mas eu aprendi a ficar de pé
Sem deixar morrer o que há em mim
Verso 4
Cada ruga que o tempo me deixar
É um caminho que ficou marcado
Prefiro mil vezes tentar e falhar
Do que nunca ter arriscado
Ponte
E quando a noite vier sem aviso
E o silêncio ocupar o lugar
Hei de rir-me do medo indeciso
Que me tentou fazer parar
Refrão
Que é a vida? Uma sala de esperar
Ho-oh
E ninguém sabe a hora de chamar
Ho-oh
Por isso eu danço enquanto houver chão
E trago o mundo inteiro no coração
Verso 5
Não me vendo por fama ou dinheiro
Nem por promessas de ocasião
Vale mais um abraço verdadeiro
Do que um trono sem emoção
Verso 6
Já perdi mais vezes do que conto
Já chorei sem ninguém reparar
Mas cada queda mostrou-me o caminho
Para voltar de novo a andar
Interlúdio
Oh-oh
Somos pó, somos vento no ar
Oh-oh
Mas ainda estamos cá para lutar
Verso 7
Há um fogo escondido no peito
Que o inverno não consegue apagar
É ele que me mantém desperto
Quando tudo me manda parar
Verso 8
E se um dia eu partir sem aviso
Sem deixar fortuna ou medalhas também
Quero apenas ficar no sorriso
Dos que caminharam comigo além
Refrão
Que é a vida? Uma sala de esperar
Ho-oh
E ninguém sabe a hora de chamar
Ho-oh
Por isso eu vivo sem me esconder
Porque amanhã pode não acontecer
Verso 9
Cada célula grita por vida
Cada osso insiste em resistir
Mesmo quando a estrada é subida
Há uma força a mandar seguir
Verso 10
E no fim, quando o pano cair
E cessar o rumor da multidão
Hei de olhar para trás e sorrir
Por ter vivido de coração
Refrão Final
Que é a vida? Uma sala de esperar
Ho-oh
E a espera acaba quando Deus chamar
Ho-oh
Mas até lá eu vou permanecer
De olhos abertos para viver
Cada célula em mim vai lutar
Ho-oh
Até ao último respirar
Ho-oh
Até ao último respirar...
