
Adeus - Eugénio de Andrade
Gospel ballad, slow tempo, soft acoustic guitar arpeggios, warm nylon strings, upright bass sustaining gentle root notes, brushed drums with subtle cymbal swells, electric piano Rhodes adding shimmering chords, occasional Hammond organ underlining harmonic progressions, faint string ensemble for emotional depth, background choir in balanced SATB harmony softly reinforcing key phrases, lead vocal warm and tender with intimate breath control, light vibrato on sustained notes, tone delicate yet confident, phrasing expressive with emotional pauses, natural room reverb enhancing spiritual atmosphere, subtle echo on voice tails, ambient sound of church space for authenticity, harmonic structure built on major seventh and suspended chords, melodic phrasing rising gently towards chorus, final cadence in tranquil resolution, conveying serenity, devotion, humility, and transcendence.

Adeus - Eugénio de Andrade
Gospel ballad, slow tempo, soft acoustic guitar arpeggios, warm nylon strings, upright bass sustaining gentle root notes, brushed drums with subtle cymbal swells, electric piano Rhodes adding shimmering chords, occasional Hammond organ underlining harmonic progressions, faint string ensemble for emotional depth, background choir in balanced SATB harmony softly reinforcing key phrases, lead vocal warm and tender with intimate breath control, light vibrato on sustained notes, tone delicate yet confident, phrasing expressive with emotional pauses, natural room reverb enhancing spiritual atmosphere, subtle echo on voice tails, ambient sound of church space for authenticity, harmonic structure built on major seventh and suspended chords, melodic phrasing rising gently towards chorus, final cadence in tranquil resolution, conveying serenity, devotion, humility, and transcendence.
Lyrics
intro
Instrumental interlude
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Bridge
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Bridge
Instrumental interlude
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro
nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um
ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Bridge
Instrumental interlude
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes
verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Bridge
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um
aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Bridge
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Bridge
Instrumental interlude
Pre Chorus
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
Bridge
E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Bridge
Chorus
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Bridge
Adeus!...
Bridge
