
Um Sonho para Morrer
dark pop, trip-hop

Um Sonho para Morrer
dark pop, trip-hop
Lyrics
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STORYLINE
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Nami,
Doze anos respirando aquele ar de coxia não somem só porque uma tela azul de computador disse que você era o número sete.
É estranho, né? Você está feliz na publicidade, se divertindo, mas bastam dez segundos de silêncio pra sentir as correntes puxando pro chão. Vem a sensação de ter as asas cortadas e os flashbacks de cada palco que você pisou, de cada pessoa com quem contracenou, de cada aplauso que você já ouviu.
E, junto com isso, aquele fantasma diário sussurrando: 'eu não fui suficiente'. A sensação de estar perdida numa escuridão, sem mapa, sem guia e sem luz, só porque a janela daquela faculdade fechou.
O Sisu pode ter te negado uma vaga, mas não tem o poder de anular a sua história. A faculdade era apenas um dos mapas possíveis. A paixão e os doze anos de tablado sempre foram e continuam sendo seus. Nenhuma lista de espera tem o poder de apagar a atriz que já existe em você.
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LYRIC
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Intro
Verso 1
Oitocentos sábados no tablado
O cheiro de mofo que eu chamava de lar
Hoje eu sou roteiro guardado
Tentando aprender a parar
Sétimo lugar, vazio
O azul do Sisu no meu rosto
O teatro ficou no frio
E a publicidade tem gosto
Pré-Refrão
Eu digo ao espelho que não sinto nada
Que asas cortadas não doem mais
Ainda ensaio a fala guardada
Só pra lembrar quem eu fui atrás
Refrão
É um sonho pra morrer
E ninguém vai ver
Presa ao chão
Onde eu devia voar
Luzes do passado a crescer
Numa peça
Que eu não posso encenar
Sétimo lugar no adeus
O aplauso virou vazio
Guardo os fantasmas meus
Nesse peito frio
Verso 2
Doze anos em noventa minutos
O relógio marca comercial
Vejo meus dias crus e mudos
No meu próprio final
Em prédios de vidro eu atuo
Lembro do palco e do som
Meu sonho ainda pede luz
Ainda pede tom
Ponte
Eu juro que tentei ser suficiente
Eu juro que decorei todas as deixas
Mas ninguém chamou meu nome
E a cortina caiu na nossa frente
Restaram velhas queixas
Refrão Final
É um sonho pra morrer
Mas ainda queima
Sétimo lugar
Eu não quis aceitar
As asas cortadas
Ainda me fazem tentar
Luzes, veludo e adeus
Eu ainda sou atriz
Mesmo sem papel
Se o palco não me quer
Eu invento o meu
Outro
Se o palco não me quer
Eu invento o meu
Sétimo lugar...
Próximo ato
Talvez
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CREDITS
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© 2026 ManySelves Records
℗ 2026 ManySelves Records
