
Melhor Que Nunca Ter Nascido
rap, Epic country-rap / trap hybrid with female vocals: som pesado, kicks profundos e 808s arrastando, violão folk e guitarra de power rock em camadas. Versos em rap melódico, intimistas; refrão abre em canto R&B cheio, com harmonias amplas e reverb largo. Ponte sobe em dinâmica com bateria marcial e guitarra chorando bends longos antes de uma queda súbita para voz quase a capela, depois volta com impacto máximo no último refrão., country, rock, female vocals, r&b

Melhor Que Nunca Ter Nascido
rap, Epic country-rap / trap hybrid with female vocals: som pesado, kicks profundos e 808s arrastando, violão folk e guitarra de power rock em camadas. Versos em rap melódico, intimistas; refrão abre em canto R&B cheio, com harmonias amplas e reverb largo. Ponte sobe em dinâmica com bateria marcial e guitarra chorando bends longos antes de uma queda súbita para voz quase a capela, depois volta com impacto máximo no último refrão., country, rock, female vocals, r&b
Lyrics
Verso 1
Olho o mundo
Vejo sangue, vejo pranto na calçada
Mãe pedindo por justiça
Mas a lei tá sempre atrasada
Quem trabalha cai doente
Quem rouba senta na varanda
Quem é puro vira cinza
Na fumaça de quem manda
Quantas noites sem dormir
Com a cabeça em guerra fria
Rezo alto, mas parece
Que o céu finge que não ouvia
Se viver é só sofrer
Me pergunto em pensamento
Talvez fosse mais suave
Nunca ter sentido o vento
Pré-Refrão
Se tudo é vaidade
Corrida atrás do nada
Se o justo é esmagado
Enquanto o ímpio brinda e ri
Refrão
Melhor que nunca ter nascido
Do que viver nesse castigo
É verdade que eu já pensei assim
Mas encontro um alívio em Ti
Quando lembro que essa dor tem fim
Que essa carne não é tudo em mim
Entre pranto, grito e chão partido
Tua promessa me mantém de pé, ainda vivo
Verso 2
Vejo o velho na fila
Com a sacola quase vazia
Político fazendo graça
Na TV, em plena mídia
Menina de uniforme
Dividindo o pão do dia
Enquanto o riso dos herdeiros
Ecoa em sala vazia
Opressão pesa no peito
Como pedra na barriga
Quem levanta a voz apanha
Quem se cala se castiga
Mas aquela antiga frase
Que atravessa gerações
Diz que é doce o descanso
De quem foge das prisões
Pré-Refrão
Se tudo é vaidade
Sombra em dia de calor
Se a balança é vendida
E o fraco paga em dobro
Refrão
Melhor que nunca ter nascido
Do que viver nesse castigo
É verdade que eu já pensei assim
Mas encontro um alívio em Ti
Quando lembro que essa dor tem fim
Que essa carne não é tudo em mim
Entre pranto, grito e chão partido
Tua promessa me mantém de pé, ainda vivo
Ponte
Quantas lágrimas cabem num corpo?
Quantos gritos cabem num olhar?
Se aqui embaixo o justo cai primeiro
Quem vai levantar?
Quando vejo o pó voltando ao pó
E o silêncio abraçando o sofrer
Sinto um sopro dizendo em segredo:
“Eu vim pra desfazer”
Refrão
Melhor que nunca ter nascido
Do que viver preso ao castigo
Eu já gritei esse canto ruim
Hoje canto mais forte, enfim
Porque sei que essa dor tem fim
E que a vida verdadeira é além de aqui
Entre cruz, ferida e chão partido
Tua presença me relembra:
eu sobrevivi (oh)
Tua promessa me relembra:
eu escolho seguir
